ENTREVISTA E PHOTOSHOOT COM NATHANIEL BUZOLIC

Em toda boa história há algo que te move. O ator australiano, Nathaniel Buzolic, mais conhecido por seus papéis em The Vampire Diares, The Originals, Supernatural e Pretty Little Liars, é uma prova disso. Por onde começar com esse cavalheiro que é tão talentoso quanto bonito? Sua inspiradora história de vida fala por si mesma e continua a escrever suas próprias páginas: de seu trabalho como ator a sua luta contra a escravidão. Durante um photoshoot feito em Los Angeles Nate conversou o site Oliver Grand sobre amor, sobre a vida e até sobre contação de histórias. Confira abaixo as fotos e a entrevista completa:

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Você pode nos contar um pouco sobre sua jornada como ator e seus sonhos hollywoodianos?

“Eu sempre tive paixão por duas coisas: contação de histórias e pessoas. Sou fascinado por tentar entender o que leva uma alma a fazer coisas boas ou a compelir outra a fazer o impensável; como essas pessoas veem o mundo ao redor delas e como agem para criar mudança. Meu pai nos deixou quando eu tinha apenas dois anos, então, eu cresci apenas com a presença da minha mãe. E ela é maravilhosa! Ela fez tudo o que pode para que meu irmão e eu não perdêssemos nenhuma oportunidade na vida ou qualquer coisa do tipo. No entanto, desde muito cedo eu tive que trabalhar para ajudar nas despesas. Meu primeiro emprego foi em uma vídeo locadora, limpando prateleiras depois do horário do colégio. Era entediante e a poeira parecia nunca ter fim, mas essa indesejada responsabilidade permitiu que eu pudesse assistir muitos filmes enquanto eu fazia a limpeza. The Basket Diaries que estrelou Leonardo DiCaprio foi o primeiro filme que tenho lembrança de ver. Eu ficava incrédulo com a habilidade dele de contar histórias e logo eu já havia assistido todos os filmes que consegui encontrar com ele. Acho que isso foi meu primeiro desejo de ser ator. Então conforme minha vida seguia, com trabalho duro e persistência, 15 anos depois, eu finalmente consegui chegar à Hollywood. E minha história continua…”

Você é um contador de histórias nato, o que nesse assunto te fascina tanto?

“O ato de contar histórias tem a habilidade de mover as pessoas, de inspirar, encorajar e mudar o modo de pensar. Compartilhar histórias é ser humano. Está no nosso sangue. A História é a prova de que quando as pessoas morrem a história delas continua viva. Então, para mim, fazer parte de uma contação de história é viver mais que uma só vida.

Você tem trabalhado em grandes seriados, em que você mais gosta de trabalhar na televisão? Alguma pessoa em especial que você gostou muito de contracenar?

“Eu sempre fico muito animado em estar no set de gravação porque nenhum dia é igual ao outro. Como um ator em um seriado de televisão você frequentemente esquece que outras pessoas irão ver seu trabalho e se sentirão conectadas com a história que está sendo contada. O que mais gosto é em como cada público pode interagir com a história de uma maneira única. Uma pessoa pode amar seu personagem e outra odiá-lo pelas mesmas razões que àquela ama. Eu diria que realmente gostei de trabalhar com Joseph Morgan e Daniel Gillies que interpretam meus irmãos em The Vampire Diares e The Originals. Ambos são atores extremamente talentosos com abordagens diferentes para trabalhar, mas cada um tem a habilidade de dar vida às palavras que existem somente no roteiro.”

Você pode nos dizer no que está trabalhando atualmente?

“Há algumas poucas coisas sendo preparadas, mas infelizmente eu não posso falar nada no momento. Tudo que posso dizer é que estou de volta ao circuito de audições tentando encontrar uma próxima história que eu possa fazer parte.”

Que conselho você daria para nossos leitores que estão planejando seguir em frente com o showbiz?

“Nosso mundo é consumido pela ideia de sucesso e fracasso. No entanto, tenho visto em primeira mão que sucesso nessa área nada mais é que um breve momento que é rapidamente substituído por outro sonho, outra esperança ou outro objetivo. Assim, meu conselho é simples: Sim! Encontre o que você ama fazer e persiga nisso com todo o seu coração e por todos os dias de sua vida, mas não seja consumido pela palavra ‘sucesso’. Ao invés disso, foque na palavra ‘experiência’ ou em qualquer outra história que surja em sua jornada, pois essa é a história que você está destinado a contar. Eu não quero ser definido pelo o que eu faço, quero ser definido pelo o que eu sou.”

Você está ativamente envolvido com o End It Movement contra a escravidão. Porque isso é tão importante para você?

“O End It é uma campanha com um time de dez parceiros diferentes que se juntaram para gerar o conhecimento acerca desse problema global que é a escravidão. Há mais escravos no mundo hoje do que jamais houve antes. 27 milhões de homens, mulheres e crianças em 161 países são classificados como escravos da modernidade. 27 milhões de pessoas que não têm os mais básicos direitos, como a liberdade ou a oportunidade de tomar suas próprias decisões. Quer se trate de trabalho forçado ou tráfico de pessoas, esse problema é real e continua escondido nas sombras de nossas sociedades. O End It Movement tem um objetivo bem claro: acender uma luz sobre a escravidão para que isso não continue despercebido e sem contestação. Durante minha campanha fiquei atônito com o número de pessoas que me falaram que esse é um problema grande demais e que nunca vai acabar. ‘Você nunca vai conseguir superar isso Nathaniel, a escravidão estava aqui antes de você e ainda estará quando você já tiver partido’. Sim, meu objetivo é acabar com a escravidão pelo mundo afora e sim, talvez, eu nunca seja capaz de alcançar isso. Mas sei, pessoalmente, que posso mudar nem que seja uma única vida e se eu posso mudar uma vida então sei que posso mudar mais. Talvez a escravidão ultrapasse minha vida na Terra, mas nunca ultrapassará a vida de um pessoa que eu pude salvar. Então continuarei a erguer minha voz e continuarei a lutar por essa causa.”

Você é australiano mas com raiz croata. Qual é a importância de um lar para você? Como seria um dia perfeito se voltasse para Sydney?

“Não há lugar no mundo como nosso lar. Não há lugar no mundo como nosso lar. Não há lugar no mundo como nosso lar… Abracadabra! Droga, não funcionou! Não devo estar usando o par certo de sapatos! Sinto saudades de Sydney, da minha mãe, dos meus amigos e daquele sentimento de estar de volta em casa. Um dia perfeito para mim seria acordar e ter minha mãe me enchendo o saco para eu arrumar minha cama ou colocar a vasilha de cereal na pia; ir para a praia de Tamarama e passar o dia lá; voltar para casa e comer uma deliciosa lasanha caseira e; olhar para as estrelas acima de Sydney e chamar a noite de noite.”

Você tem viajado por todo o mundo por causa de seu trabalho. Qual é o lugar que está no topo de sua lista?

“Meu lugar favorito no mundo é Hvar, na Croácia, o lugar de onde minha família vêm. É uma pequena ilha com uma população de 4 mil pessoas e é carcada pelo mar Adriático. É um lugar tranquilo. Antes de morrer ainda quero viver uns dias lá. Ah, e claro, adoraria visitar Jerusalém, a Cidade Santa.”

‘Você é mais rara que uma lata de Dandelion’ (Suck It And See, Arctic Monkeys). Alguma consideração sobre o amor que queira compartilhar?

“Eu sou um romântico incurável, então acredito plenamente no amor. É aquela coisa que todos nós desejamos e que não podemos viver sem. Amar e ser amado. Se você acredita em amor, não tem outra escolha se não acreditar em um amor verdadeiro. No momento em que você vir a pessoa, você saberá e desse ponto em diante seu coração irá falar pra sua razão ‘Eu te avisei’. Mas o problema é: você não saberá disso até o final do filme, isso é a vida, isso é o amor.”

Se você pudesse quatro pessoas, vivas ou mortas, para um jantar quem seriam?

“Eu convidaria James Dean e Heath Ledger: ambos grandes atores que morreram antes da hora. Acho que seria interessante saber a opinião deles sobre atuar e sobre a vida no geral. Também convidaria Jesus e Louie Giglio. Duas pessoas que me inspiram muito. Eu acredito em Jesus e seus ensinamentos têm me dado sabedoria para navegar por este mundo. Louie Giglio, o pastor da Passion City Church, é uma das poucas pessoas nesse mundo que admiro. Um homem de Deus e também um ótimo contador de histórias.”

                                                                                                                                                                                                                                    | VIA

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